Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

V for Vendetta

 

 

Caro leitor, para mim um novo filme dos irmãos Wachowski é sempre um acontecimento, apesar dos últimos dois Matrix. Apesar de desta vez partirem de uma BD (o que à partida eliminava parcialmente o factor surpresa), a curiosidade continuava a ser muita.

 

Para começar, não, não é um filme de acção… no filme todo devem existir três ou quatro partes de acção, se tanto… É sobretudo um filme negro, que auspicia um futuro negro partindo de um paralelismo com o nosso presente. Foca-se (claro) na temática política e na ténue fronteira entre a nossa liberdade e a nossa segurança.

 

E gostei? Gostei, embora ache que vou tentar revê-lo ainda no grande ecrã, para poder assimilar melhor algumas ideias… é um filme um pouco carregado, que necessita de ser seguido com alguma atenção. Eis algumas coisas que considerei relevantes:

 

- O futuro negro resultante de um cruzamento entre a ficção de 1984 e a realidade da ascensão ao poder do partido nazi… está lá tudo, desde a pose de Adolf Hitler, ao Big Brother;

 

- As diversas referências culturais. Gostei por exemplo do paralelo com o Conde de Monte Cristo (que melhor história de vingança?) , do facto de a abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven em código morse ser semelhante à letra V (Vi vil vinne  - We will win) e também do facto do símbolo do V se visto ao contrário ser praticamente decalcado do símbolo A de anarquia (semelhança que suponho que radica na BD original).

 

- O próprio V. Aparecer sem história pessoal e sem cara reforça o que a Evey diz no final, que ele representa todo e cada um de nós… De realçar o facto de ser referido que ele não tem olhos, o que suporta uma analogia com a Justiça, que é cega. O que não gostei muito foi de ele ter sido apresentado como se tivesse algum tipo de anomalia genética, o que lhe permitira resistir à arma biológica desenvolvida na prisão; confere-lhe uma aura mais surreal que não se encaixa com a sua suposta representação do povo

 

- A marcha de V’s no final… como diabo é que aquilo foi possível?! Não é razoável supor que todas aquelas pessoas tinham decidido espontaneamente mascarar-se de V e ir para junto do parlamento naquela noite, mas também não é razoável supor que a organização de uma marcha daquela envergadura escaparia aos olhos sempre atentos do regime.

 

- Ter reconhecido sozinho que a música das explosões é a Abertura de 1812 de Tchaikovsky . O meu conhecimento de música clássica avança a largos passos portanto.

 

 

Conclusão? Considero que é sem dúvida um bom filme, um filme sério e que nos leva a pensar. Proporciona bons momentos, mas não é um filme simples de digerir.

 

Elegantemente garatujado por One às 19:13
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