Sexta-feira, 13 de Julho de 2007

Transformers 2007

 

 

Excelso leitor, começo esta crítica por referir que nunca fui um fã dos Transformers na verdadeira acepção da palavra. Não é que não os aprecie, simplesmente nunca senti aquele clique que desperta paixões e emoções com um franchise.

 

Posto isto, vamos à análise da película. É fantástica. Ponto final.

 

Muitos têm sido os “blockbusters” dos últimos anos, mas nenhum possui o sentimento de fascínio que este filme consegue transmitir. Partindo de uma ideia um tanto ou quanto inverosímil (ou até mesmo disparatada: robots extraterrestres que se transformam em carros e aviões?!) é criado um filme com bastante humor, com um argumento com sentido e acção e efeitos especiais q.b. . Creio mesmo que a única nota negativa só poderá ir para as cenas de acção, que por vezes podem ser demasiado confusas, não aproveitando todo o potencial patente na ideia.

 

Este não é apenas mais um filme de acção, é sobretudo um filme com carisma, que julgo que irá captar mais alguns adeptos para a já enorme fan base dos Transformers.

 

Nota final: este é um filme para ser assistido no cinema (estamos a falar de robots gigantes a lutarem; têm que ser vistos num ecrã gigante…), e se possível tome atenção ao que as personagens dizem, pois algumas piadas não encontram tradução nas legendas… more than meets the eye

 

Deixo ainda o conselho de passar pelo site oficial para ver os wallpapers lá disponíveis!

 

Elegantemente garatujado por One às 20:53
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Timeline - Resgato no Tempo (Filme)

 

Este era um dvd que repousava há algum tempo na estante, a aguardar uma oportunidade condigna de o ver... porquê? Porque é um filme baseado num livro de um dos meus escritores preferidos, Michael Crichton (vide os últimos posts deste blog, excelso leitor).

É certo que já o livro há alguns anos (li-o assim que saiu a edição portuguesa), e por conseguinte não tenho todos os pormenores presentes; todavia, creio poder afirmar que prefiro de longe o livro ao filme.

O motivo mais evidente é a possibilidade que um livro tem e um filme não; o livro está repleto de informações e trivia sobre o século para o qual se realiza a viagem no tempo, além de que explora e justifica muito melhor o mecanismo subjacente à viagem no tempo.

Por outro lado, se bem me recordo, o livro conduzia ao mesmo tempo mais uma porção de sub-enredos, que o filme simplesmente não aborda.

Focando apenas o filme em si, sem entrar em comparação com o livro, continuo a achar o filme vulgar. É demasiado rápido, só mostrando no início alguns aspectos que mais tarde irá utilizar na aventura, sem passar disso. A carcterização de época, embora não seja nenhum entendido, pareceu-me demasiado simples, sem abordar todos os aspectos possíveis. Uma nota positiva para a batalha final, embora creia que pudesse estar melhor conseguida. Por fim, a história de amor que se desenrola entre épocas diferentes está bastante forçada.

Concluindo, na minha humilde opinião este é um filme vulgar, que proporciona alguma acção e entretenimento, mas que se esquecerá facilmente.

Elegantemente garatujado por One às 22:56
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

The Skeleton Key

Mais um filme de sustos/terror/horror que tive o prazer de presenciar no conforto do sofá.

 

A história gira à volta de uma rapariga, Caroline, que cuida de doentes idosos terminais. O seu novo emprego é nos pântanos de Nova Orleães, tomando conta de um senhor, juntamente com a sua esposa, numa velha casa. Ora, são todos assaz esquisitos: senhor, senhora e casa.

 

Julgo não estar a apanhar desprevenido o excelso leitor se lhe revelar que o filme fala de hoodoo, pois quase todas as outras críticas ao filme que li mencionavam isso. Não o vou estar a elucidar sobre hoodoo e voodoo (consultai a wikipedia, ou melhor ainda, vide o filme), pois só o mencionei para o leitor já saber aproximadamente com o “tipo” de sustos que vai encontrar.

 

E, na verdade, não são assim tantos… o filme é curioso pelo meio ambiente onde se desenrola (nos pântanos…) e pela magia com que trabalha, que nunca tinha encontrado antes noutro filme. A história em si até parece relativamente linear, talvez até demasiado linear… como bom filme moderno que se preze, não resiste a brindar o caríssimo leitor com um plot twist, que pelo menos a mim me apanhou de surpresa… mas nada tema!

 

Veredicto opinativo final? Um filme de sustos para ver descontraidamente… nada de muito pesado, o suficiente para escapar durante uma hora e meia, sem que quando o filme chega aos créditos finais tenha os nervos demasiado à flor da pele.

Elegantemente garatujado por One às 14:19
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006

Red Water - Águas Sangrentas

Após um hiato razoável, eis que essas adoráveis criaturas que são os tubarões voltam a decepar membros e esventrar pessoas no Pepsi e Pipocas!
 
Mas porquê é que filmes de tubarões parecem ser uma temática recorrente neste egrégio blog, decerto se interrogará o não menos egrégio leitor. Para ser sincero, também não sei; gosto do Tubarão, de onde radicam todos os restantes filmes de tubarões, mas não sou particularmente um fan; só que desde criança sempre gostei de filmes onde o homem tivesse que defrontar uma criatura especial de igual para igual, e parece que nos filmes com essa orientação que chegam a dvd a tal criatura especial acaba sempre por ser um tubarão.
 
Quanto ao filme em sim, tenho que admitir que fiquei surpreendido. Vamos aos preconceitos iniciais: nenhum, para além do facto de saber que foi um filme feito para a tv, portanto não poderia contar com uma nova obra de arte na linha do Shark Attack 3: Megalodon (soberbo filme caro leitor, já dissecado no Pepsi e Pipocas).
 
O filme começa logo a abrir, com uma plataforma petrolífera num rio a fazer perfurações, quando de repente aparece um tubarão. Não dá para perceber muito bem de onde é que ele surge, mas the show must go on, pelo que seguimos alegremente para uma série de ataques mortíferos, com muitos bikinis à mistura. Sim senhor, temos filme, pensei eu, já preparado para mais uma hora de bikinis e dentadas de tubarão. Oh, mas como este seu servo estava redondamente enganado…
 
A verdade é que parece que após o início desenfreado, parece que mudamos completamente de filme… vamos conhecer um par de pescadores, sobre os quais imediatamente descobrimos que um deles é um ex-perfurador de poços de petróleo… entretanto, suponho que muito longe dali, vamos conhecer um criminoso, que acaba de contratar outro criminoso para lhe recuperar um cofre com dinheiro, que oportunamente se encontra no leito de determinado rio…
 
E a partir daí o filme deixa de ser tão linear como esperava, tanto que o tubarão praticamente desaparece de cena… mas mais não lhe quero revelar indagador leitor, além de lhe sugerir que aprecie as lindas paisagens do Louisiana que surgem no ecrã.
 
O veredicto final? Não irei dizer que seja um filme tão mau que se torna bom (como o Shark Attack 3: Megalodon), porque não é, e também não é um filme de puro entretenimento como o Jaws 3, porque também não é. É um filme de acção que por acaso tem um tubarão à mistura, digamos assim…
 

Mas, findo o filme, surge na mente do espectador uma pertinente questão: Jaws assustou as pessoas ao ponto de elas recearem nadar no mar, sentimento que o Shark Attack 3: Megalodon (soberba obra de arte!) veio reforçar. Depois, surge Jaws 3, e apavora as pessoas que frequentam parques aquáticos. Eis que agora surge este Red Waters, atemorizando todas as pessoas que chapinam alegremente nos cursos de água fluviais… Qual é a derradeira fronteira de um filme de tubarões?

P.S. - Directamente da wikipedia:

In an homage, the film uses the same Louisiana license plate Hooper pulls from a shark's mouth in Jaws (1975).

Elegantemente garatujado por One às 19:54
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Domingo, 21 de Maio de 2006

The Da Vinci Code - O Código Da Vinci

E, prezado leitor, eu já tive o almejado prazer de o ver!
 
Vamos aos factos: para começar, vi o filme de uma perspectiva lateral – encostado a uma parede, portanto – numa sala cheia, o que era algo que já há algum tempo que não sucedia; depois, tenho que o avisar que será inevitável a comparação com o livro nesta crítica; porém, para gáudio do leitor, consegui a proeza de recolher algumas opiniões de alguém que ainda não leu o livro.
 
Embora quando li o livro tenha ficado com a sensação de que a história girava maioritariamente à volta da cruzada de Robert e de Sophie, resumindo-se as restantes cenas a meros apartes, no filme parece que estamos a seguir dois fios narrativos em simultâneo; um com os nossos aventureiros, e outro a explicar tudo o que sucede à volta, dividindo equitativamente tempo de narrativa.
 
Quanto às curiosidades históricas que pululam por todo o livro, o filme dá uma dose somente razoável… a única cena em que isso realmente realmente acontece é em casa do Leigh, quando falam sobre a Última Ceia (e até adicionaram um pormenor novo que não estava no livro e que não conhecia! Mas, em contrapartida, retiraram outros, como a mão com a adaga…). Evidentemente, acontece em outras cenas, mas por vezes, se o excelso leitor não estiver atento nem dá por ela; aliás, quando Robert e Sophie se dirigem para a Mona Lisa, a inclusão de uma curiosidade histórica tem resultados catastróficos, com Robert a recitar monocordicamente “o lado direito está consideravelmente abaixo do lado esquerdo bla bla bla” (ou será ao contrário? Já não tenho a certeza)… quem é que fugindo à polícia, num país estrangeiro, acusado de homicídio, com o tempo contado, se dá ao luxo de estar a reportar algumas características técnicas do quadro que não têm interesse para o caso? Claro, no livro isso também sucede, mas se bem me lembro (posso estar enganado) isso sucede com Robert a recordar-se de uma aula que uma vez deu, o que até é plausível, já que ia por fim encarar a Gioconda olhos nos olhos praticamente a sós.
No geral tenho um bocado de pena que as curiosidades históricas tenham sido postas de parte, já que para mim isso foi um dos encantos do livro, mas também admito que compreendo que eles não podiam dar-lhes muita atenção em detrimento da história.
 
Por falar em Robert, estimado leitor, aproveito para dizer que não gostei nada de ver o Tom Hanks neste papel; a ideia que tenho das elevadas conversas do dia a dia é que ninguém o estava a ver a encarnar o Robert Langdon, mas hey, vamos dar-lhe uma oportunidade… Porém, visto o filme, confirma-se que (pelo menos na minha humilde opinião) ele não fez grande obra… a sensação que perpassa por todo o filme é que ele é um autómato que aparece nas cenas e que recita de cor algumas frases que decorou previamente, sem o mínimo de expressividade ou emotividade – veja-se a discussão de história com Leigh enquanto tomavam chá. Quanto a Sophie, Audrey Tautou esteve, enfim, competente, assim como o Bispo ou o inspector Bezu; de quem gostei mesmo de ver foi Ian McKellen na pele de Leigh, e de ver o Silas… creio que é por causa do albino Silas e das cenas em que ele se auto flagela que se estão a levantar tantas vozes contra o filme (ler uma descrição é uma coisa, mas ver no grande ecrã é outra), e tenho que realmente concordar que faz um bocado de impressão ver essas cenas…
 
As cenas de acção estão razoáveis, embora, creio, pudessem estar melhores; vide por exemplo a cena da perseguição junto à embaixada americana. Por falar nessa parte, uma questão que sempre me atormentou: no Louvre eles usam sabonetes nas casas-de-banho, ou usam sabonete líquido? Parece-me bastante mais razoável que usem sabonete líquido, mas…
 
E comparando com o livro? Naturalmente não está lá tudo, mas nem eu estava à espera que estivesse… os dois casos que penso serem mais flagrantes referem-se à “pergunta-passe” para entrar em casa do Leigh, em que o Robert responde acertadamente, mas o espectador nunca fica a saber porquê (se quiser saber, prezado leitor, leia o livro) e sobre a forma como o Professor tomou conhecimento de quem eram os membros do Priorado… posso estar enganado, mas não me recordo realmente de eles explicarem isso no filme…
 
Opinião geral vinda de uma pessoa que não leu o livro… “Gostei muito, vale a pena ver, mas aquilo de que eles falam é tudo verdade?”
 
E a minha suprema opinião geral? Penso que o filme se assume como um filme normal, que não defrauda o livro em que é baseado; estas coisas são sempre melindrosas, e sendo evidente que tendo o livro o seu próprio ritmo e sendo ele próprio um livro, o filme sendo uma obra audiovisual nunca poderia resultar do mesmo modo. Todavia, creio que (tirando o Tom Hanks) o filme até resultou muito bem, e foram duas horas que não dei por perdidas, estando convicto que ninguém (quer tenha ou não lido o livro) as dará por perdidas.
P.S. - Acabei de ler isto na Wikipedia: "Recently at the Cannes festival theatre-goers were treated to a preview. Not only did the audience burst into laughter when the final plot twist was announced, but they also booed when the movie ended. Afterwards at a press conference, Ron Howard and the main cast seemed tense when questioned about the movie."
P.P.S. - Para todos aqueles que gostam destas coisas... na Virgin of the Rocks (retratada a seguir para prazer do preguiçoso leitor), atente-se na peculiar forma das rochas...
Elegantemente garatujado por One às 11:42
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Inside Man - Infiltrado

Bem, penei e pensei muito para chegar a uma conclusão sobre o melhor modo de comentar esta obra. Evidentemente, para manter o elevado nível deste desafectado blog, terei que apresentar aquele que considero ser o melhor ponto de vista; o meu, portanto.
 
Nunca vi nenhum filme de Spike Lee (além, claro está, deste Inside Man). Portanto, não posso tecer comentários ou comparar o filme com os filmes anteriores, para o bem ou para o mal.
 
Tudo o que posso partilhar consigo, grandíloquo leitor, é que considero este filme uns dos melhores que vi nos últimos tempos, quer no grande ecrã quer no formato DVD. Palavra, fui completamente arrebatado da cadeira.
 
É certo que as personagens, embora não sendo propriamente personagens tipo, não estão também propriamente bem desenvolvidas. Mas, face ao engenho e arte do enredo, isso é um pormenor que não ofusca, e que, arrisco dizer, encontra contraparte na forma como através de pequenos detalhes a sociedade moderna é retratada (gosto especialmente da cena do jogo da PSP…), com tudo o que de bom e de mau tem.
 
Conclusão? Pessoalmente, é um dos filmes mais inteligentes e bem engendrados a que tive o prazer de assistir. Aconselho vivamente ao descrente leitor que o vá ver o quanto antes!
Elegantemente garatujado por One às 00:01
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

The Cave - A Caverna

         Mais uma película de criaturas mortais a ser dissecado no Pepsi e Pipocas, aventureiro leitor…
           
         Acabado de chegar ao formato DVD, este filme narra a história de um grupo de exploradores (ou espeleólogos?) que é contratado para explorar um emaranhado de grutas que se esconde por debaixo de uma abadia romena, suspeitando-se que esse complexo de grutas será talvez o maior do mundo. Para isso, terão que mergulhar num rio subterrâneo (que é impossível chegar à superfície no raio de 144 km, o que realça a amplitude das grutas) e procurar chegar de novo a terra seca. O que acontece é que inesperadamente ocorre um desastre, e a equipa fica presa nesse emaranhado de grutas, não podendo sair por onde entrou, tendo então que desbravar caminho, tentando encontrar outra saída… o problema é que não estão sozinhos…
            Não posso deixar de pensar neste filme como um Alien cruzado com Viagem ao Centro da Terra de Júlio Verne. Viagem ao Centro da Terra é evidente porquê, pois passa-se debaixo da terra e os aventureiros irão descobrir espécies novas, tais como as personagens do romance de Júlio Verne. Alien, porque as criaturas me fazem lembrar o xenomorph (a cara delas faz-me recordar especialmente aquele híbrido que surge no final do Alien 4) e porque todo o filme tem um ambiente negro (sim, mesmo considerando que se passa em grutas, não deixa de ter um look negro) semelhante ao do primeiro Alien. Começamos apenas por ver pequenos e rápidos vultos da criatura, assim como pormenores, que se vão tornando mais generosos conforme o desenrolar do filme, até a uma perspectiva geral da criatura no final.
           
           Parece-me que a história nem está muito má, embora ache que a simbiose (mais um paralelo com Alien) seja demasiado rápida… mas, hey, é apenas um filme. É também peculiar ver actores/actrizes que associamos a filmes/séries tão diferentes como 2 Fast 2 Furios, Coyote Ugly e Lost reunidos neste tipo de filme.
            Como conclusão, é um filme bom para ver à noite, numa sala às escuras e aproveitar bem a acção que proporciona.
 
 
 
Elegantemente garatujado por One às 15:15
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

Shark Attack 3: Megalodon

...ou a minha primeira vez com um clássico-a-ser dos B-movies.

 
Vamos ao factos, desconfiado leitor. Tudo se passou na solarenga tarde de sábado. Tinha acordado com uns amigos uma formidável sessão de dvd lá em casa. Evidentemente, chegada a hora, ninguém ainda sabia que filme iríamos ver. A inclinação era para um episódio do MacGyver; porém, como a Sic Radical os transmitiu à relativamente pouco tempo, puxei a brasa à minha sardinha e insisti em ver essa obra-prima que é o Shark Attack 3: Megalodon. Sempre que posso tento cultivar os gostos cinematográficos dos meus amigos, portanto.
 
Não conhecia o filme (o que só vem reforçar a minha teoria de que fui dotado com um talento inato para reconhecer à légua excelentes filmes). Todavia já há algum tempo que o via à venda pelo escandaloso preço de 20 euros, e estava assaz curioso. No outro dia, a surpresa! O preço tinha descido por aí abaixo e situava-se nuns acessíveis 4,95 euros. A curiosidade matou o gato dizem, mas decidi trazer o dvd. Soubesse eu o que trazia alegremente na saca…
 
Desde a primeiríssima cena que fitei fiquei absorvido… Shark Attack 3:Megalodon tinha grangeado mais um fan. E que fan…
 
Não quero estar a estragar a primeira experiência dos afortunados que poderão usufruir da excelência da obra. Mas todos sabemos como isto se desenrola… um tubarão ressurgiu do passado (obviamente, o filme tem Megalodon no nome por algum motivo…) e um restrito grupo de escolhidos tem que o enfrentar…
 
Seja pelo overacting, seja pelos efeitos especiais, o filme possui um je ne sais quoi que cativa desde o primeiro instante, assim como o ternurento tubarão que protagoniza o cobiçado papel principal; e que tubarão esfomeado que é… ele é barcos, ele é pessoas, ele é motas d’água, ele é salva-vidas, ele é submarino… marcha tudo!
 
Porém, tal como o arguto leitor concordará, tenho que reconhecer que a história de os tubarões serem atraídos pela presença de um cabo de fibra óptica mal isolado tem algum mérito… pena ter sido assim mal aproveitada.
 
Conclusão? É um clássico filme que é tão mau que se torna bom. Uma pequena pérola para ver numa desvairada sessão de cinema em casa com um alegre grupo de amigos. Inesquecível. E tem a mais valia de não ser preciso ver os outros dois Shark Attack anteriores para acompanhar a história. Genial.
P.S. -  Apercebi-me agora que é o terceiro filme com tubarões que disseco neste cativante blog... também não sei o que se passa.
Elegantemente garatujado por One às 21:04
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Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Red Eye

Que dizer sobre esta obra? Foi um bocado uma desilusão...
 
Não é que o filme seja mau, nada disso. Simplesmente, para um filme vindo de Wes Craven, que nos ofereceu filmes como “Gritos” ou “Pesadelo em Elm Street” (que goste-se ou não, indubitavelmente já afirmaram o seu lugar no imaginário cinematográfico mundial), o filme sabe a pouco. Mais a mais quando os extras exibem orgulhosamente um documentário denominado “Um novo tipo de thriller”...
 
É um filme que entretêm na hora e pouco que dura, mas não ultrapassa isso. Claro que é de mencionar o facto de a maior parte dele se passar no espaço apertado de dois lugares de avião, e de se focar quase exclusivamente sobre aquelas duas personagens... Vê-se e não fica a ocupar nenhum lugar especial. É bom , só que no fim é mais um filme que se viu....
Elegantemente garatujado por One às 15:08
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Sexta-feira, 14 de Abril de 2006

Jaws 3 - Tubarão III

Decerto o espantado leitor está a indagar-se a si próprio: "Porquê o Tubarão III?"

Porque me apetecia ver um filme levezinho que tivesse monstros e que se passasse com bom tempo. Para descontrair, portanto.

E a verdade é que este Jaws cumpriu os meus requisitos. Não é um filme tão mau como o fazem parecer.
Tudo se passa num parque aquático que (oportunamente) está conectado ao oceano... a certa altura têm que (oportunamente) abrir essa comporta e entra um tubarão gigantesco para o parque, que vai andar a aterrorizar os incautos e alegres turistas. Oportunamente também, estão no parque os filhos da personagem principal encarnada por Roy Schneider nos Jaws anteriores.

Em traços gerais, a história é esta. Pelo que percebi o filme também usou o título "Jaws 3-D" porque em alguns cinemas poderia ser visto em 3D (coisa que não cheguei a perceber muito bem, do mesmo modo que também não percebo a história de adaptarem SW para 3d num futuro próximo).

Enfim, apesar de ostentar o título Jaws, qualquer pessoa que o vai ver já vai preparada para ver uma segunda  sequela com um tubarão assassino (o maior de toda a saga Jaws) a perseguir pessoas. E é quase a isso que o filme se resume, e mesmo sendo só isso não deixa de ser um filme divertido de se ver.

Gostei especialmente da parte em que eles fogem do tubarão agarrados aos golfinhos... parece mesmo uma cena que seria capaz de representar com legos!

Conclusão? Um filme divertido para ver numa tarde solarenga, logo a seguir ao almoço, quando o calor aperta,  antes de ir dar uma volta lá por fora. Dá para passar o tempo e esquecer um pouco as preocupações da vida real, e no fundo no fundo é isso que esperamos.

E achei um bocado pateta a tagline "The third dimension is terror"...

Elegantemente garatujado por One às 18:11
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Domingo, 9 de Abril de 2006

Open Water - Em águas profundas

Aflitivo.

Deixa-me desde já revelar-lhe curioso leitor, que fiquei absolutamente fascinado com esta obra. Entrou imediatamente no meu desorganizado top de filmes favoritos (tal como entrou o “Shaun of the dead”).

Porquê?, interroga-se o intrigado leitor…

Por tudo! Confesso que no princípio estava um bocado desconfiado, com aqueles planos esquisitos e assim, mas à medida que o filme se foi desenrolando… fiquei agarrado ao ecrã!

Desde logo a relação que se estabelece entre o casal… é engraçada, é uma relação dinâmica, credível…que nos faz criar uma empatia com eles, e verdadeiramente preocupar-nos com eles…

Como decerto sabe, a história gira à volta deles, de como acidentalmente são deixados para trás, no meio do oceano, durante uma viagem de barco para mergulhar… E é desta premissa tão simples que todo o filme se desenvolve, sem contudo nunca cair nos terrenos da vulgarmente denominada “seca”, como poderia erradamente fazer crer.

É todas as cores com que o ecrã é pintado, é a forma como as imagens são montadas, como joga com os nossos medos mais primitivos, trazendo ao de cima o aterrorizado homo sapiens que no fundo da caverna ouvia os trovões lá fora… E o mais aterrorizador é que nunca podemos pensar que é apenas fantasia, ficção, que estamos a ver diante de nós… não, não basta o filme ser baseado em factos verídicos, todo o oceano se comporta como entidade viva que é (os tubarões que vemos são reais, como eles fazem questão de dizer no documentário).

Destaque para a forma como o derradeiro aspecto da noite é retratado, intercalado com os relâmpagos que nos faz realmente ficar aflitos…

Agora, para mim, o ponto negativo de todo o filme… eles aparecerem nus quando ainda estão no quarto do hotel… não me considero um puritano, mas simplesmente acho que aquelas cenas só deturpam o filme, já que não acrescentam nada; tratou-se apenas de os mostrar sem roupa, e para quê? (pergunta retórica…)

Conclusão? Dê-lhe uma oportunidade, ilustre leitor, agora que até baixou o preço… é realmente espantoso o filme, mais a mais considerando que foi feito durante os fim-de-semana e férias, como filme independente que é…

 

Elegantemente garatujado por One às 23:03
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Trilogia "Scary Movie"

     


No “Matrix” afirmam veementemente: “Ignorance is a bliss”.

Fernando Pessoa ortónimo também cultivava um certo respeito e fascínio pela ignorância (Ela canta, pobre ceifeira).

Bem, todos eles sabiam do que falavam. Quem me dera continuar ignorante no que toca a scary movies… Creia em mim ignorante leitor, afaste-se de semelhantes filmes… são uma curva que decresce exponencialmente em qualidade e conduzem uma pessoa pelo terrível caminho da loucura.

Enfim, vá lá, o primeiro até tem alguma piada, porque se centra quase sempre na trilogia “Gritos”. É uma paródia, e tem alguns momentos engraçados, mas sem dúvida que continuo a preferir ver o “Gritos” a ver o Scary Movie.

O segundo goza com a “Mansão” (com a Catherine Zeta-Jones) e não encontrei piada nenhuma… no máximo destaco a parte em que brincam com a bola de basketball.

Por fim, o terceiro goza em simultâneo com o “Ring” e com “Signs” e fez-me mal vê-lo.

Felizmente, através das minhas apuradas sondagens, fiquei cogniscente de que não sou o único a não achar graça nenhuma aquilo, mas não deixa de me intrigar como é que há pessoas que realmente acham aquilo engraçado… e devem ser muitas, já que já fizeram três filmes e vai estrear o quarto…

Conclusão? Apavorado leitor, mantenha-se o mais longe possível dessas abomináveis obras.
Elegantemente garatujado por One às 22:41
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

V for Vendetta

 

 

Caro leitor, para mim um novo filme dos irmãos Wachowski é sempre um acontecimento, apesar dos últimos dois Matrix. Apesar de desta vez partirem de uma BD (o que à partida eliminava parcialmente o factor surpresa), a curiosidade continuava a ser muita.

 

Para começar, não, não é um filme de acção… no filme todo devem existir três ou quatro partes de acção, se tanto… É sobretudo um filme negro, que auspicia um futuro negro partindo de um paralelismo com o nosso presente. Foca-se (claro) na temática política e na ténue fronteira entre a nossa liberdade e a nossa segurança.

 

E gostei? Gostei, embora ache que vou tentar revê-lo ainda no grande ecrã, para poder assimilar melhor algumas ideias… é um filme um pouco carregado, que necessita de ser seguido com alguma atenção. Eis algumas coisas que considerei relevantes:

 

- O futuro negro resultante de um cruzamento entre a ficção de 1984 e a realidade da ascensão ao poder do partido nazi… está lá tudo, desde a pose de Adolf Hitler, ao Big Brother;

 

- As diversas referências culturais. Gostei por exemplo do paralelo com o Conde de Monte Cristo (que melhor história de vingança?) , do facto de a abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven em código morse ser semelhante à letra V (Vi vil vinne  - We will win) e também do facto do símbolo do V se visto ao contrário ser praticamente decalcado do símbolo A de anarquia (semelhança que suponho que radica na BD original).

 

- O próprio V. Aparecer sem história pessoal e sem cara reforça o que a Evey diz no final, que ele representa todo e cada um de nós… De realçar o facto de ser referido que ele não tem olhos, o que suporta uma analogia com a Justiça, que é cega. O que não gostei muito foi de ele ter sido apresentado como se tivesse algum tipo de anomalia genética, o que lhe permitira resistir à arma biológica desenvolvida na prisão; confere-lhe uma aura mais surreal que não se encaixa com a sua suposta representação do povo

 

- A marcha de V’s no final… como diabo é que aquilo foi possível?! Não é razoável supor que todas aquelas pessoas tinham decidido espontaneamente mascarar-se de V e ir para junto do parlamento naquela noite, mas também não é razoável supor que a organização de uma marcha daquela envergadura escaparia aos olhos sempre atentos do regime.

 

- Ter reconhecido sozinho que a música das explosões é a Abertura de 1812 de Tchaikovsky . O meu conhecimento de música clássica avança a largos passos portanto.

 

 

Conclusão? Considero que é sem dúvida um bom filme, um filme sério e que nos leva a pensar. Proporciona bons momentos, mas não é um filme simples de digerir.

 

Elegantemente garatujado por One às 19:13
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Sexta-feira, 31 de Março de 2006

Terapia do Amor - Prime

"Terapia do Amor" não era um filme que figurasse nos meus

planos de futuros filmes a ir ver ao cinema, especialmente levando em linha de conta que o “V for Vendetta” e o “Uma história de violência” se encontram em cartaz. Simplesmente acontece que essas maravilhosas criaturas que são as raparigas têm encantos e artifícios a que um reles mortal como eu não consegue resistir… de modo que lá fui eu ver o “Terapia do Amor”.

 

Tudo o que sabia sobre o filme era o que diziam no trailer : uma paciente de uma psicoterapeuta namorava com o filho dela (da psicoterapeuta, portanto) que é mais de dez anos mais novo sem nenhuma delas saber. A partir daí, um nebuloso ponto de interrogação… Não esperava que fosse um outro “Diva da moda”, mas também não seria decerto um “Elizabethtown”… o que seria então?

 

Pois, também não sei. Não é uma daquelas comédias românticas típicas, nada disso. Claro que tem os seus momentos de humor, e bons, mas o filme não assenta exclusivamente sobre eles. Foca temas mais profundos (embora de uma forma não tão profunda assim – ficou confusa esta frase, parece-me…) como a aceitação de um talvez-futuro-membro-da-família-que-contudo-professa-outra-religião (belo neologismo que inspiradamente criei) e claro, a possível relação entre duas pessoas com uma grande diferença de idades.

 

Um pequeno parênteses: É relativo este assunto da diferença de idades, não lhe parece esclarecido leitor? Uma pessoa de 65 e outra de 70 não é de modo algum o mesmo que uma pessoa de 16 e outra de 21… É engraçado o modo como a nossa personalidade evolui e se molda, acabando por esbater as barreiras hipoteticamente definidas pela diferença de idades…

 

Penso que o filme nasceu desse ponto de partida, da relação entre pessoas de diferentes idades, acrescentou-lhe o pormenor da psicoterapeuta e respectiva paciente, mas a partir daí vagueia um bocado, sem elucidar o espectador ao certo de qual é o rumo que toma… e confesso (este blog tem-se tornado um autêntico confessionário –não como o do Crime do Padre Amaro… - para mim, atendendo às vezes que escrevo “confesso” nos meus iluminados posts) que fui um bocado apanhado de surpresa pelo final…

 

Conclusão? É um bom filme para ir ver com uma boa companhia do sexo oposto numa boa sessão de cinema; não é mais uma comédia romântica oca, mas também não se torna pesado demais.

Elegantemente garatujado por One às 00:03
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